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Sinteemar repudia a contraproposta de Ratinho Junior para acabar com a greve
O presidente do Sindicatodos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá, Sinteemar, José Maria Marques, vem a público REPUDIAR, veementemente, a contraproposta indecente apresentada nesta quarta-feira, 3 de julho, pelo governador Ratinho Junior (PSD) para pôr fim à greve da categoria, que está entrando no seu décimo dia.Segundo a proposta anunciada, o governo pagaria 0,5% a partir de outubro deste ano. 1,5% a partir de março do ano que vem. Outro 1,5% será aplicado em janeiro de 2021, no casode a receita corrente líquida (RCL) do ano anterior ter crescido pelo menos 6,5%. O restante, mais 1,5%, incidirá em janeiro de 2022, desde que a RCL apresente um crescimento mínimo de 7% no ano anterior.Essa contraproposta é tão indecente que a categoria, sem reajuste desde 2016, rechaça qualquer possibilidade de negociação nesses termos. A ideia agora é recrudescer o movimento grevista e para isso já conta com adesão de 22 sindicatos de servidores públicos do Estado do Paraná, vinculados ao Poder Executivo, no setor da educação, saúde e segurança.Nesses termos, essa medida expõe apenas a dificuldade política de Ratinho Junior de tentar administrar o Estado com apoio dos servidores. Durante a campanha, afirmou que estaria aberto à negociação com os servidores e agora mostra sua incapacidade em garantir a sua própria fala.Na verdade, o governador conseguiu apenas ofender a todos os paranaenses ao fazer tal proposta. Fica implícito que ele quer com isso, romper a unicidade, além de tentar descartar os direitos já adquiridos pela categoria, durante longos anos de muita luta.PORTANTO, A GREVE DEVE CONTINUAR POR MAIS TEMPO.É GRAVE - É GREVE!
Postura do Governo faz aumentar adesão à greve dos servidores
A greve dos servidores públicos continua aumentando a adesão das categorias do funcionalismo estadual. O levantamento da APP-Sindicato é de que 85% das escolas estaduais estão paradas parcial ou totalmente.Nesta quinta-feira (27), terceiro dia da paralisação, docentes e funcionários de diversas universidades estaduais também cruzaram os braços. Em Curitiba, pela manhã, houve ato em frente ao palácio Iguaçu para cobrar a humanização das perícias médicas.Na parte da tarde, uma aula pública em frente ao Palácio Iguaçu abordou o Projeto de Lei Complementar 4/2019, de autoria do governador, que, se for aprovado, vai autorizar o que o governo deixe de pagar a data-base e outros direitos como progressões e promoções de carreira.Próximos atosPara esta sexta-feira (28), na capital o protesto será realizado em frente a Secretaria da Educação, a partir das 7h30. No interior, os atos serão em frente aos Núcleos Regionais de Educação.Na próxima segunda-feira (1º), um grande ato está programado em Curitiba, com a participação de trabalhadores de todas as regiões do estado.Depende de Ratinho JúniorDe acordo com o comando da greve, a paralisação é provocada pelo governador. Durante a campanha eleitoral, Ratinho Junior (PSD) prometeu se reunir com os sindicatos e pagar a reposição salarial dos servidores em um dos primeiros atos do seu governo.Passados mais de seis meses da gestão, o chefe do Executivo tem adiado sucessivamente o compromisso e tem negado os pedidos de reunião com as lideranças sindicais. A data-base venceu no último dia 1º de maio.A mobilização reivindica o pagamento da reposição salarial de 4,94%, referente a inflação dos últimos 12 meses. Os trabalhadores estão com os rendimentos congelados desde 2016. As perdas acumuladas passam de 17%. O prejuízo é equivalente a não receber mais de dois meses de salário por ano.
Servidores da UEM decidem pelo Indicativo de Greve a partir do dia 26 de junho
Por maioria absoluta dos votosdos presentes, os servidores (agentes universitários e docentes) da Universidade Estadual de Maringá (UEM) decidiram, na tarde desta terça-feira, 18 de junho, pelo indicativo de greve na Instituição, para o próximo dia 26. Isso significa dizer que na quarta-feira, 26, a UEM pode entrar em greve por tempo indeterminado, segundo explicou o presidente do Sinteemar, José Maria Marques.A principal reivindicação é a recomposição salarial de toda a categoria. Professores e agentes universitários estão há quatro anos sem receber os índices da inflação e essa perda chega próximo dos 17,2%. É como se deixassem de receber 2,27 salários por ano.A greve está sendo construída com mais de 30 sindicatos ligados ao Fórum das Entidades Sindicais (FES) e deve abranger todas as universidades públicas, as escolas estaduais, o setor da saúde, segurança entre outros. “A greve será unificada e vai atingir os servidores do Poder Executivo do Paraná”, reforçou José Maria. O Comando Estadual de greve dos Servidores, inclusive já se reuniu, também no dia de hoje, 18/6, para organizar o início da Greve.O FES chegou a apresentar uma proposta que é o parcelamento das perdas dos últimos 12 meses, com uma reposição de 4,94% já, 1% em outubro e 1% em dezembro, mas o governo Ratinho Junior sequer respondeu, tampouco apresentou uma contraproposta.
Sindicatos unificados das Universidades Estaduais do Paraná se reúnem para discutir demandas conjuntas
Diretores do Sinteemar, Sinteoeste, Sintespo, Sintesu e Assuel se reuniram na manhã desta sexta-feira, 17 de maio, no Auditório do Trabalhador/Sinteemar, para discutir as pautas unificadas relativas às Universidades Públicas do Estado do Paraná.Durante o encontro ficou definido que será realizado, ainda este ano, o 4º Congresso que pretende debater, entre outros assuntos, a equiparação da tabela salarial dos servidores das universidades com a dos demais servidores do quadro próprio do estado e a regulamentação de carga horária para funções específicas, além dos itens que já estão na pauta, como: incentivo à titulação, o fim do período mínimo de 7 anospara obter a primeira progressão na carreira atual e a revisão nas nomenclaturas de cargos e funções.Outro ponto discutido na reunião, foi o Decreto Estadual, 5.158/2016, que trata sobre a Desvinculação de Receitas dos Estados e Municípios – DREM, que retém/contingência 30% dos recursos gerados pelas universidades. A ideia é realizar uma Audiência Pública tentando evitar que a medida não afete a qualidade dos serviços prestados à comunidade.Nas discussões, foi abordada a necessidade de informações sobre o planejamento, para o quadriênio, que a SETI está elaborando para o Ensino Superior do Estado, as contratações em substituição às aposentadorias, morte ou exonerações de servidores, nos últimos 8 anos e o pedido de que os Hospitais Universitários não sejam incluídos na terceirização.
Comissão de negociação da data-base realiza primeira reunião de trabalho
A comissão de negociação da data-base dos servidores públicos estaduais realizou nesta sexta-feira (3) sua primeira reunião oficial. Durante o encontro, houve o início dos debates sobre o orçamento do Paraná e o anúncio do atendimento de duas reivindicações dos trabalhadores.O governo acatou o pedido para reposição do dia de trabalho pela participação na greve do último dia 29. A demanda é um direito dos trabalhadores para que possam ter liberdade de lutar por seus direitos.A administração também confirmou que vai lançar um processo licitatório destinado a contratar clínicas em oito cidades para a realização de perícias médicas. A medida, no entanto, é por meio de terceirização, ao invés de repor o quadro de servidores através de concurso público.O Fórum das Entidades Sindicais (FES) demonstrou aos técnicos do governo os números oficiais divulgados pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) e estimativas da evolução da receitas e despesas que garantem as condições legais, fiscais, orçamentárias para o pagamento da data-base.Além da data-base, os sindicatos cobraram o cumprimento do salário mínimo regional e a correção do auxílio transporte dos trabalhadores com os menores rendimentos do estado. O debate será retomado na próxima quinta-feira (9). O debate será retomado na próxima quinta-feira (9).Outra pauta apresentada pelo FES foi o pedido de retirada do projeto de lei complementar 4/2019, assinado pelo governador Ratinho Junior (PSD), que cria restrições e impedimentos fiscais, congelando a data-base, progressões e promoções por 20 anos.O líder do governo na Assembleia Legislativa (Alep), deputado estadual Hussein Bakri (PSD), afirmou que o projeto não irá tramitar até que ele faça o debate com o governador sobre os questionamentos apresentados pelos representantes dos servidores.A mudança na jornada dos pedagogos e professores readaptados, imposta este ano pela Secretaria de Estado da Educação (Seed), também foi discutida. O governo passou a exigir o cumprimento de hora-relógio, ao invés da hora-aula, como sempre foi e está previsto na legislação da categoria.A APP-Sindicato destacou que a decisão tomada pela Seed tem gerado inúmeros problemas na organização pedagógica das escolas e que atender a reivindicação das educadoras não implica em custo financeiro para o Estado. O líder de Ratinho disse concordar com as informações do sindicato e prometeu conversar sobre o tema com o governador.Comissão de negociaçãoO grupo de trabalho foi criado em resposta a greve do último dia 29, que reuniu mais de 10 mil pessoas em Curitiba e mobilizou protestos nas principais cidades do estado. Os servidores exigem do governo o pagamento das perdas da inflação dos últimos 12 meses e dos anos anteriores.Professores, funcionários de escola, policiais, agentes penitenciários, servidores da saúde, meio ambiente e outras categorias do funcionalismo estadual estão com os rendimentos congelados desde 2016.De acordo com o DIEESE, a defasagem chega a 17,02% e, segundo o economista Cid Cordeiro, o prejuízo é equivalente a ficar sem receber dois meses de salário por ano.ParticipaçõesParticiparam da reunião, representando os servidores, a coordenadora do Fórum das Entidades Sindicais do Paraná (FES), Marlei Fernandes de Carvalho, o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen), Ricardo de Carvalho Miranda, a coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde Pública do Paraná (SindSaúde), Jaqueline Pereira Tillmann, o presidentedo Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá (Sinteemar), José Maria de Oliveira Marques, o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Londrina e Região (Sindipol), Michel Franco, e o economista, Cid Cordeiro Silva, assessor técnico do FES.Pela Assembleia Legislativa, participou o deputado Hussein Bakri. Representando o governo estadual estavam João Luiz Giona Júnior, superintendente do Observatório de Desempenho Governamental, da Casa Civil; Fernades dos Santos, diretor-geral da Fazenda; Bráulio Cesco Fleury, diretor-geral da Secretaria da Administração e Previdência; e João Evaristo de Biasi, diretor-geral do Planejamento.Fonte: fesparana.wordpress.com
Primeira reunião entre FES e governo fica para depois do carnaval
O encontro que havia sido marcado pelo líder do governo na Alep, Hussein Bakri, entre sindicatos de servidores e o chefe da Casa Civil,Guto Silva, foi transferido para depois do carnaval. A reunião simboliza a retomada de diálogo entre governo e servidores, que foi rompido pelos governos Beto Richa e Cida Borghetti.Entre os principais pontos das discussões estão: data-base, Paranaprevidência, combate aos atos antissindicais e contratação de mais profissionais.Embora agendada com o chefe da Casa Civil, o líder do Governo e a Coordenação do FES, a reunião ocorreu com o subchefe da Casa Civil, Alexandre Guimarães e o chefe de gabinete de Bakri, Marcelo Schlenert, que receberam a comissão de servidores para se inteirar das reinvindicações. Tantoo líder do governo, quanto o chefe da Casa Civil não puderam estar presentes em virtude da sessão estava ocorrendo no mesmo horário, em regime de urgência na Alep.Outro ponto que foi discutido com os representantes dogoverno foi a recente circular nº 1/2019, de autoria da Casa Civil, que estabelece que os dias 4, 5 e a manhã do dia 6 de março, recesso e feriado de carnaval, serão considerados pontos facultativos e deverão ser repostos pelos servidores.Os coordenadores do FES apontaram para o descabimento da decisão e a indignação da categoria. O subchefe da Casa Civil se comprometeu a reavaliar a situação e a emitir um posicionamento sobre o assunto.