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FILHO DE BOLSONARO DEFENDE UM NOVO AI-5 PARA CONTER A “ESQUERDA”

FILHO DE BOLSONARO DEFENDE UM NOVO AI-5 PARA CONTER A “ESQUERDA”


01/11/2019
12:00:00


FILHO DE BOLSONARO DEFENDE UM NOVO AI-5 PARA CONTER A “ESQUERDA”

 

Ao defender “medidas drásticas” como um possível Ato Institucional - AI-5 – para “conter a esquerda”, o deputado federal, Eduardo Bolsonaro (PSL), filho do presidente, provocou uma verdadeira tempestade na política do País ao aventar essa possibilidade, em entrevista ao Canal da jornalista Leda Nagle no YouTube. Pouco tempo atrás, o deputado provocou outra polêmica ao dizer que: “para fechar o STF era preciso apenas um cabo e um soldado”.


O número 3 do clã, corre agora o risco de ser cassado. Partidos de esquerda vão protocolar uma notícia-crime no Supremo Tribunal Federal - STF - e no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, solicitando que o “garoto”, de 35 anos, seja punido por incitar, publicamente, o ato criminoso, previsto no Código Penal Brasileiro.


Os parlamentares de oposição vão se basear no argumento de “quebra de decoro” (artigo 55, da Constituição Federal) por entenderem que houve abuso do direito parlamentar. A representação será feita já na próxima semana e, mesmo que tenha imunidade, ele corre o risco de ser cassado no Congresso, caso 257 deputados - maioria simples - entendam que houve esse abuso.


O AI-5, de 13 de dezembro 1968, foi considerado o período mais cruel da Ditadura Militar no Brasil, dando plenos poderes (de punição e de exceção), aos governantes da época, contra pessoas civis, chamados de “inimigos”.  O Ato resultou ainda no fechamento do Congresso Nacional, das Assembleias Legislativas (estaduais) e suspendeu as garantias constitucionais, além de cassar, sumariamente, os direitos políticos de parlamentares de oposição ao governo ditador Costa e Silva. O período ficou marcado ainda pela censura, tortura e assassinatos.


A fala do deputado causou uma péssima repercussão mundial e ele foi repreendido pelo chefe-pai. O filho do presidente pediu desculpas e afirmou que “talvez tenha sido infeliz em falar em AI-5, porque não existe qualquer possibilidade de retorno do AI-5” e, mais uma vez, culpou a imprensa por ter “deturpado” a fala dele.


O SinteemaR, como entidade representativa da classe trabalhadora, repudia, veementemente, a atitude do tal deputado, pois defendemos que a democracia, a liberdade de pensamento, de expressão e de manifestações, são direitos conquistados e que não podem, sequer, ser colocados em xeque por uma declaração leviana, repugnante e totalmente inconsequente de um representante eleito pelo povo.









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