CUT REPUDIA ATAQUE DO SENADO AOS SALÁRIOS DOS SERVIDORES PÚBLICOS DE TODO PAÍS

Notícia



A ExecutivaNacional da CUT divulgou nota neste domingo (3) repudiando item do Projeto deLei (PL) nº 39, que prevê congelamento de salários dos servidores federais,estaduais e municipais. Para a Central, é de fundamental importância a ajudafinanceira para que estados e municípios tenham recursos para enfrentar o novocoronavírus (Covid-19), que atinge mais de 3,4 milhões de pessoas no mundo eregistra 246.474 mortes. No Brasil o total de casos confirmados já chega a97.424 e o de mortos 6.777.

 

A doença é feroz, não temvacina nem remédio, portanto, é preciso liberar recursos, sim, para compensaros efeitos do isolamento social, única maneira de ser prevenir contra aCovid-19, mas a conta não deve ser paga pelos trabalhadores e trabalhadoras,diz trecho da nota.

 

A CUT encerra a notaconclamando as entidades filiadas, CUTs estaduais e Ramos a se engajaremimediatamente numa campanha virtual de pressão e convencimento dos deputadospara não permitir que mais essa penalização dos trabalhadores e trabalhadoras sejaaprovada na Câmara dos Deputados.

 

Confira a íntegra da nota:

 

Diante da expansão do número deinfectados e mortos pela Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, oSenado Federal aprovou na noite deste sábado (02), o Projeto de Lei (PL) nº 39que prevê uma ajuda que a CUT sabe que é necessária aos estados e municípiospara o enfrentamento da crise sanitária causada pela pandemia.

 

A CUT reconhece que essa crise,além de aprofundar a crise econômica que estava instalada, também expôs asgraves dificuldades do nosso sistema de saúde para enfrenta-la, em função dasmedidas que restringiram e diminuíram o financiamento do Sistema Único de Saúde(SUS), como o congelamento dos gastos.

 

No entanto, o governo mais umavez quer jogar uma parte da conta dessa luta contra a pandemia para ostrabalhadores e trabalhadoras do serviço público federal, estadual e municipal,ao aprovar como uma das condições para os estados e municípios receberem aajuda federal, o congelamento dos salários dos servidores até dezembro de 2021.Além disso, proíbe a realização de concursos públicos, progressão de carreira,contratação de temporários etc., na contramão do necessário fortalecimento dosserviços públicos para combater a maior emergência sanitária da história.

 

A CUT repudia esse ataque aostrabalhadores e trabalhadoras do serviço público que não podem e não devempagar essa conta! Os servidores, muitos na linha de frente do combate à doença,também sofrem com a Covid-19 e há anos padecem dos efeitos das políticaseconômicas neoliberais de diminuição do estado e sucateamento dos serviçospúblicos. O noticiário tem mostrado a falta de estrutura, pessoal eequipamentos de proteção que já vitimaram dezenas de médicos, enfermeiros eoutros profissionais da saúde e segurança pública, mas que também é a realidadeem todos os outros serviços de atendimento aos cidadãos, como a educação,ciência e tecnologia e apoio a agricultura familiar.

 

É urgente que o CongressoNacional aprove leis que cobrem de quem tem mais para o financiamento docombate a crise sanitária e suas consequências para o futuro, e não daquelesque dependem única e exclusivamente dos seus salários para viver. É precisotaxar as grandes fortunas, as grandes empresas e corporações, o sistemafinanceiro com pagamento de impostos sobre os lucros e dividendos e suspender opagamento de bilhões da dívida pública. Esses recursos seriam mais do quesuficientes para combater a Covid-19 e também promover o necessárioreaparelhamento do estado para atender o povo brasileiro.

 

Por isso, a CUT não apenasrepudia essa atitude, mas também conclama a Câmara Federal a corrigir essaenorme injustiça que o Senado cometeu contra os servidores e servidoraspúblicos de todo o país.

 

A CUT também conclama todasnossas entidades filiadas, CUTs estaduais e Ramos a se engajarem imediatamentenuma campanha virtual de pressão e convencimento dos deputados para nãopermitir que mais essa penalização dos trabalhadores e trabalhadoras sejaaprovada.

 

Executiva Nacional da CUT